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A era dos softwares que “trabalham” em suas próprias atualizações

A adaptabilidade nas rotinas de programação vem gerando uma verdadeira revolução no modo com que compreendemos os softwares. Aquela era na qual companhias realizavam constantes adaptações e melhorias, produzindo atualizações e novas versões de um mesmo software podem estar com os dias contados.

Técnicas de inteligência artificial unidas a novas rotinas de programação e desenvolvimento permitem, atualmente, programas que “têm uma crítica sobre aquilo que fazem e os resultados que obtiveram”, como explica o professor João José Neto, da Escola Politécnica da USP.

Esses novos programas possuem capacidades de aprendizado a partir da interação com o usuário que levam à reconstrução de alguns de seus processos, de forma a responder a esses estímulos.

Esses softwares trabalham com variáveis voláteis e efêmeras em seu código, que exigem do engine escolhas de acordo com os resultados da interação com o ambiente. É como se esses programas simplesmente eliminassem resultados mal sucedidos presentes em seu código e os substituíssem por variáveis mais eficazes para produzir um determinado objetivo.

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Games em alta

O maior palco para a produção de engines adaptativos hoje é o mundo dos games. Diversos títulos mais modernos possuem rotinas inteiras que reagem e tomam decisões com base no comportamento dos jogadores, aprendendo à medida que “são jogados”.

Isso ocorre porque os games são geralmente construído sobre o pressuposto de serem simulações. E assim, enquanto o usuário quebra a cabeça para resolver e passar pelos desafios interpostos pelo engine, esse trabalha de modo a evitar que os jogadores sigam adiante – ou você não se lembra daquele jogo em que, toda vez que você descobria como superar algo, a coisa toda virava de pernas para o ar?

Comunicação

A comunicação, principalmente a fala e a compreensão, são no entanto um dos campos mais estudados e onde se aplica com maior frequência os avanços da programação adaptativa. O famoso “Siri”, da Apple, utiliza algoritmos inteligentes que respondem às necessidades do usuário – aliás, um dos segredos para seu sucesso.

No campo da linguagem, pesquisadores já trabalham incessantemente em softwares que possam traduzir ou transcrever textos e discursos não apenas fazendo uso da fonética, como era comum, mas também analisando a formação de orações e períodos, filtrando erros e equívocos e produzindo frases corretas.

Talvez a resposta para chegarmos à era dos “tradutores universais” de filmes como Jornada nas Estrelas esteja mais próxima do que podíamos supor.

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Escrito por victor

2 Comentários

  1. Jéssica Nathany

    Olá quero parabeniza-los pelo trabalho. Adoro as matérias e pesquias publicadas. Site fenomenal

  2. Jéssica Nathany

    Quero parabeniza-los pelo trabalho. Site totalmente com um conteúdo fenomenal.

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A adaptabilidade nas rotinas de programação vem gerando uma verdadeira revolução no modo com que compreendemos os softwares. Aquela era na qual companhias r