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Antibióticos: Como funcionam as substâncias antibacterianas

Antibióticos são um grupo de compostos químicos com características que atuam contra bactérias, os antibióticos são utilizados para o tratamento de diversas doenças. Os medicamentos em questão são substâncias desenvolvidas a partir de fungos, bactérias, ou elementos sintéticos produzidos laboratorialmente. Devido aos avanços feitos no campo da química medicinal, grande parte dos antibióticos modernos são substâncias antibacterianas semi-sintéticas modificadas a partir de vários compostos naturais. Podemos citar como exemplo, antibióticos beta-lactâmicos, que incluem substâncias como as penicilinas (produzidos por fungos do gênero Penicillium), as cefalosporinas, e os carbapenens. Há ainda os compostos isolados através de organismos vivos, esses são os chamados Aminoglicósideos. Há ainda outros agentes antibacterianos, como as Sulfonamidas, as Quinolonas e as Oxazolidinonas que são produzidos exclusivamente por síntese química.

Com a ministração do remédio é possível combater microrganismos desencadeadores de infecções no organismo, tratando várias doenças diversas que matavam milhares de pessoas antes da descoberta dos antibióticos, tais como pneumonia, sífilis, meningite (bacteriana), tuberculose, gonorreia, escarlatina, etc. Sendo assim, podemos dizer que os compostos dos remédios têm ação antibacteriana, antibióticos não possuem efetividade contra vírus.

Testes de resistência a antibióticos: As bactérias na cultura da esquerda são suscetíveis aos antibióticos contidos nos discos de papel branco.

Testes de resistência a antibióticos: As bactérias na cultura da esquerda são suscetíveis aos antibióticos contidos nos discos de papel branco.

Alexandre Fleming e a Penicilina, a descoberta e história dos antibióticos

A Penicilina e Alexandre Fleming

A Penicilina e Alexandre Fleming

Misturas com certas propriedades antimicrobianas usadas ​​em tratamentos de infecções foram descritas mais de 2000 anos atrás. E diversas culturas antigas, como por exemplo os  Ayurveda, os egípcios e gregos antigos, fizeram uso de diversos materiais derivados de plantas e outros extratos para tratar infecções.

Mas foi só em 1928 que tem início os antibióticos modernos, quando um estudioso chamado Alexander Fleming notou numa placa de Petri, que o crescimento de bactérias chamadas Staphylococcus aureus era inibido quando entrava em contato com um fungo, do gênero Penicillium, capaz de produzir uma substância contra as bactérias, surgia então a Penicilina um dos antibióticos que marcou a história da medicina.

A primeira sulfonamida e o primeiro antibacteriano disponível comercialmente, o Prontosil, foi desenvolvido por uma equipe de pesquisa liderada por Gerhard Domagk em 1932 nos laboratórios da Bayer na Alemanha, e Domagk foi laureado em 1939 com o Prêmio Nobel de Medicina em reconhecimento aos seus feitos. O Prontosil teve um efeito relativamente amplo contra bactérias Gram-positivas, mas não contra as enterobactérias.

Após tal descoberta, diversas pesquisas foram feitas com colônias e suas ações inibitórias, sendo chamadas de antibiose. Foi daí que surgiram os antibióticos, a partir da administração da Penicilina e a utilização desta para o tratamento de doenças, conseguindo tratar feridos da guerra da época.

A partir de 1940, os medicamentos já eram administrados em muitos casos, e outros antibióticos passaram a ser estudados. O maior empecilho, desde aquela época, é encontrar um composto que não seja tóxico para os tecidos humanos, conquistando maior valor medicinal e comercial.

Como os antibióticos funcionam

Os principais pontos de ação dos antibióticos são a inibição da síntese do peptideoglicano da parece celular bacteriana, lesão da membrana citoplasmática e interferência na síntese de ácido nucleico e proteínas. Os remédios em questão podem matar as bactérias, sendo chamados de bactericidas, ou são bacteriostáticos, impedindo o crescimento da colônia, ambos os casos não podem afetar o hospedeiro.

O antibiótico ideal

Para que um composto químico seja considerado um agente antimicrobiano ideal ele deve ser capaz de inibir ou destruir diversas espécies de micro-organismos patogênicos, de diferentes espécies. Porém, não é suficiente apenas “pausar” o crescimento, mas sim evitar que aconteça o desenvolvimento de formas resistentes, não causar efeitos colaterais indesejáveis no paciente, não eliminar os microrganismos da flora normal, e ser solúvel nos fluidos corporais.

Perigos e Riscos

Os antibióticos são fundamentais nos dias de hoje. Diversas doenças são tratadas com a administração do medicamento, e diversos problemas são evitados com os remédios. Porém, nem todos os pacientes iniciam os tratamentos de forma consciente e nem todos os indivíduos procuram auxílio médico, tal atitude pode ser extremamente prejudicial à saúde.

Os compostos são selecionados de modo a tentar evitar efeitos negativos em seres humanos ou outros mamíferos antes da aprovação para uso clínico, e são geralmente considerados seguros ou pelo menos mais bem tolerados. No entanto, alguns antibióticos têm sido associados a uma variedade de adversos efeitos colaterais, principalmente devido ao fato de afetar as bactérias “benignas” que habitam nosso corpo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 50 por cento dos antibióticos são prescritos de forma inadequada, o que pode causar resistência à ação dos medicamentos. Ou seja, o organismo torna-se mais resistente a bactérias, vírus e fungos, e os antibióticos começam a perder a eficácia, não conseguindo destruir ou pausar o crescimento.

A superbactéria é consequência do uso indevido dos medicamentos, podendo levar o indivíduo à morte. Para gestantes, a administração incorreta poderá levar à má formação do feto, principalmente nos três primeiros meses.

Novas Descobertas

As pesquisas feitas a respeito dos antibióticos e seus princípios são muitas. A cada dia, mais estudiosos dedicam-se a compreender melhor os efeitos dos medicamentos e as melhores formas de ministra-los no combate de doenças. A busca pela vida saudável é viável por conta de tantas leituras, práticas, experimentos, análises, descobertas, e trabalho incansável.

Foi pensando nisso que cientistas da Califórnia, EUA, dedicaram-se ao descobrimentos de novos meios para cura de doenças, chegando ao êxito de encontrar um novo composto antibiótico. Este foi extraído de um microrganismo de sedimentos do mar, apresentando diversos benefícios à vida.

Dificilmente novos agentes são descobertos, por este motivo, tal achado é algo digno de ser lembrado e analisado cuidadosamente. O composto pode ajudar a combater a resistência que as bactérias possuem em relação aos antibióticos comercializados atualmente. O anthracimycin é ainda mais importante porque pode combater a Staphylococcus aureus, uma bactéria de fácil contágio por contato, gerando infecções de difícil tratamento.

As superbactérias são resistente a grande parte dos antibióticos em uso, o anthracimycin tem esse poder, assim como se mostrou capaz de eliminar o antrax, uma bactéria conhecida por seu uso em armas químicas de bioterrorismo.

Com a estrutura química única, o agente estudado e divulgado poderia levar ao desenvolvimento de uma nova classe de remédios antibióticos, levando ao combate de tantas outras doenças e em um melhor tratamento dos distúrbios já existentes.

Lembre-se de buscar auxílio médico antes de prescrever os medicamentos a você mesmo, que como já vimos, a atitude pode levar ao aparecimento de resistência ao tratamento.

Referências

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Escrito por Equipe de Redação Ciências e Tecnologia

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Antibióticos ou substâncias antibacterianas são compostos químicos como penicilina que atuam contra bactérias conheça seu funcionamento história e riscos