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Cobras do mar desenvolveram um sentido adicional

Analisando as sensilas de cobras aquáticas e terrestres pesquisadores chegaram a conclusão de que cobras marítimas desenvolveram um sentido especial para detectar vibrações.

A transição da vida em terra para a vida no mar levou à evolução de um novo sentido nas serpentes marinhas, é o que um novo estudo realizado pela Universidade de sugere.

Cobras terrestres e muitos lagartos têm pequenas estruturas nas escamas em suas cabeças  – chamadas de Sensilas, eles as usam para detectar objetos pelo toque direto, segundo Jenna Crowe Riddell, da Universidade de Adelaide.

Cobras do mar desenvolveram um sentido especial

Os pesquisadores chegaram a conclusão que as sensilas nas serpentes do mar possuíam uma forma de cúpula mas acentuada que nas cobras terrestres, e que essas estruturas de formato mais acentuado, tornava-os potencialmente mais propensos a serem capazes a sentir vibrações em todas as direções.

“Acreditamos que as cobras marinhas usam esses órgãos para detectar objetos e presas a  distância sentindo os movimentos na água. Esse sentido hidrodinâmico não é uma opção para os animais terrestres. Na água, porém, uma nova forma de sentir o ambiente torna-se possível” Afirma Riddel.

Serpentes do mar evoluíram de cobras que viviam na terra, se adaptando à vida no mar entre 9 e 20 milhões de anos atrás.

Sensilas das cobras do mar conferem um sentido especial que as permite sentir vibrações e localizar presas à distância

Sensilas das cobras do mar conferem um sentido especial que as permite sentir vibrações e localizar presas à distância. Imagem: Jenna Crowe-Riddell

Os pesquisadores, em parceria com a Universidade de Witwatersrand, na África do Sul e com a Universidade da Austrália Ocidental, analisaram  19 espécies de serpentes, incluindo espécies totalmente aquáticos, semi-aquáticas e terrestres, e mediram a cobertura de sensilas em escalas individuais, sob sua cabeças.

 

Referências

  1. CROWE-RIDDELL, Jenna M. et al. The evolution of scale sensilla in the transition from land to sea in elapid snakes. Open Biol., [s.l.], v. 6, n. 6, p.160054-160058, jun. 2016. The Royal Society. http://dx.doi.org/10.1098/rsob.160054.
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Escrito por Equipe de Redação Ciências e Tecnologia

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