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Deficiência visual e o ensino de Química

Deficiência visual e o ensino de Química

Não é um fato raro nos depararmos com profissionais em diversos setores que não estão preparados para trabalhar com pessoas que necessitam de um atendimento especializado, e no ensino de química não é diferente, além da carência de profissionais da área, existe a falta de materiais adaptados que dificulta ainda mais o processo de ensino e aprendizagem tanto para o aluno, como para o professor.

Brasil Deficiencia ensinoNo Brasil, a primeira instituição dedicada exclusivamente para os deficientes visuais, foi o Instituto Benjamim Constant (IBC), criado em 1854, pelo então Imperador Dom Pedro II através do Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854. Na época, o Instituto tinha o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos, vindo a ser chamado de IBC em 1891, em homenagem ao seu terceiro diretor. O IBC é um Centro de Referência Nacional na Área da Deficiência Visual e está localizado no Estado do Rio de Janeiro.

A palavra deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após o tratamento adequado. Esta classifica-se em deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão.

O Sistema Braille foi criado pelo francês Louis Braille (1809-1852), que perdeu sua visão aos três anos de idade, devido uma perfuração em um de seus olhos enquanto trabalhava na oficina de seu pai. Aos seus 16 anos, Louis Braille criou o sistema que é um processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em alto relevo, estes por sua vez, feitos através do reglete e da punção, ou da máquina de escrita em Braille. A escrita é feita da direita para a esquerda, e a leitura da esquerda para a direita. O punção é um instrumento furador, que pode ser de plástico ou madeira, podemos comparar ele a uma caneta, pois ele será inserido em casa cela, formando os pontos desejados para cada letra, número ou símbolo.

Analfabetismo

O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010 mostrou que 24% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência, sendo 35.791.488 habitantes apresentaram apenas deficiência visual. Ao pegarmos os números do censo anterior (2000), houve um aumento considerado no número de pessoas que declararam ter algum tipo de deficiência ou incapacidade, pois apenas 14,5% da população total havia declarado ser deficiente.

O ensino da Química, na perspectiva de formação de cidadãos críticos e conscientes, deve possibilitar aos educandos a aquisição de conhecimentos que lhes permitam interagir conscientemente com os produtos gerados tecnologicamente (MEC, 2012). Nessa perspectiva, podemos considerar que o estudo da Química faz-se necessário para que o indivíduo possa não somente na teoria, mas também na prática compreender, analisar e questionar os processos e fenômenos químicos que ocorrem no dia a dia.

Para atender às especificidades da linguagem química o Ministério da Educação produziu a Grafia Química Braille para Uso no Brasil, esta publicação normatiza a representação de todos os símbolos empregados pela Química, suas entidades em diferentes posições, diagramas, notações específicas, figuras e estruturas, com o intuito de garantir aos alunos e professores com deficiência visual, o acesso aos textos específicos da área, ampliando, assim, o uso e a aplicação dessa Grafia por transcritores e usuários do Sistema Braille (DUTRA 2012).

Abaixo temos alguns materiais de fácil confecção e de baixo custo para trabalharmos a química com deficientes visuais:

Deficiência visual

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Escrito por Wanderson

Licenciando em Química, bolsista de Iniciação a Docência da CAPES

Um comentário

  1. Jéssica Evelise

    A matéria é muito boa!
    vou usar para minha atividade da faculdade!

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