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Coquetel de anticorpos | Cura da infecção pelo vírus Ebola

Cientistas do Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército Americano (USAMRIID) conseguiram tratar com  sucesso  a  infecção pelo vírus Ebola, utilizando um coquetel de anticorpos monoclonais. O estudo, feito em macacos Rhesus, apresentou 43% de eficácia em macacos tratados com a terapia, logo após o inicio dos primeiros sintomas da infecção pelo vírus.

Medicamento em testes contra o ebola

Estudos recentes têm demonstrado que a coquetéis de anticorpos monoclonais são eficazes na prevenção de morbidade e mortalidade em primatas não humanos (PNH), quando administrada como profilático pós-exposição dentro de 1 ou 2 dias de desafio. Para testar se um desses coquetéis (MB-003) demonstram a eficácia como agente terapêutico (após o início dos sintomas), que NHPs desafiados com EBOV e iniciado o tratamento após a confirmação da infecção de acordo com um protocolo de diagnóstico para EUA Food and Drug Administration Uso de emergência Autorização e observação de uma febre documentada. Dos animais tratados, 43% sobreviveram a este desafio, enquanto ambos os controles e todos os controles históricos com o mesmo estoque desafio sucumbiu a uma infecção. Estes resultados representam a terapia bem sucedida de infecção EBOV em NHPs.

Ação do medicamento 

Tratamento: os pontos brilhantes na imagem são os anticorpos utilizados no estudo contra a infecção pelo vírus Ebola (Jeffrey Pudney, Universidade de Boston )O MB-003 é feito com anticorpos monoclonais, células clonadas do sistema imunológico. Ele atua de duas formas: inativando o vírus e estimulando o sistema imunológico a eliminar as células infectadas pelo vírus. Nenhum efeito colateral do medicamento foi observado nos animais que sobreviveram.

Atuação do vírus no organismo e sintomas

  • Vírus se multiplica rapidamente ultrapassando a capacidade do sistema imunológico de lutar contra a infecção;
  • Causa febre hemorrágica africana e vômitos;
  •  Provoca a destruição das células do organismo, através de hemorragias, sobrando apenas músculos e ossos;
  • A vítima expele sangue por todos os poros do corpo;
  • O doente se esvai num ininterrupto vômito escuro;
  • A pele se desprende do rosto e o cérebro vira uma poça líquida;
  •  É capaz de matar o hospedeiro em dez dias;
  •  Mata cerca de 90% de suas vítimas;
  • O globo ocular fica cheio de sangue, o que causa cegueira;
  •  O fígado incha, apodrece e se liquefaz;
  • A medula se desfaz aos pedaços. Os rins, repletos de células mortas, deixam de funcionar e a urina se mistura com o sangue;
  • O baço incha e endurece;
  •  O vírus destrói o cérebro e a vítima geralmente tem convulsões epilépticas no estágio final da doença.

O  vírus Ebola é considerado um grande perigo para a saúde pública, e ainda existe temores, deste vírus ser utilizado com uma arma biológica.O Vírus Ebola ainda é uma das infecções transmissíveis mais letais, e é responsável por altas taxas de mortalidade e morbidade, durante surtos esporádicos, essas mortes acontecem principalmente na África.O vírus ebola é um vírus de RNA que pertence à família Filoviridae e ao gênero Filovirus e é responsável por uma doença que causa a destruição do sistema imunológico, matando 90% de suas vítimas.

 A Expectativa dos cientistas

“Na falta de uma vacina ou um medicamento para tratar ou evitar uma infecção do vírus Ebola, prosseguir o desenvolvimento de MB-003 é muito promissor”, disse Larry Zeitlin, um dos autores do estudo.Segundo ele, o próximo passo é fazer estudos mais amplos em animais, para eventualmente passar para seres humanos. Os pesquisadores estimam que, se os resultados se mantiverem positivos, deve levar entre cinco e dez anos para que o medicamento possa ser comercializado.

Referências

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Escrito por Simone Brito

Acadêmica do curso de Biomedicina pela Universidade Castelo Branco, no RJ.

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Cientistas Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército Americano conseguiram tratar com sucesso a infecção pelo vírus Ebola