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Elétrons ultra-rápidos explicam terceiro anel de radiação da Terra

Elétrons ultra-rápidos explicam terceiro anel de radiação ao redor da TerraOs pesquisadores já sabiam que a Terra tem dois anéis em forma de rosquinha ao seu redor, formados de partículas altamente carregadas desde meados de 1952 conhecidos como cinturão de Van Allen, mas, recentemente, as sondas Van Allen – que possuem colaboração brasileira diga-se de passagem – detectaram uma terceira camada que parecia ter surgido do nada.

Os cinturões de radiação de Van Allen consistem em “um anel interno de elétrons de íons positivos, e num anel externo de elétrons de alta energia”, disseram os pesquisadores da UCLA num comunicado de imprensa. Em fevereiro, os pesquisadores notaram um terceiro anel misterioso formado por partículas conhecidas como elétrons ultra-relativísticos que se formou entre os anéis internos.

“No passado, os cientistas pensavam que todos os elétrons nos cinturões de radiação ao redor da Terra obedeciam a mesma mecânica”, disse Yuri Shprits , geofísico  e pesquisador do Departamento de Ciências da Terra e Espaço da UCLA, “Estamos descobrindo agora que cinturões de radiação consistem de diferentes composições e que são movidos por diferentes processos físicos.”

Os cinturões de Van Allen podem ser perigosos para equipamentos eletrônicos importantes na órbita da Terra, tais como satélites e naves espaciais. Compostos de partículas ultra-relativistas que são especialmente perigosas e podem penetrar a camada protetora em quase qualquer nave espacial.

“A velocidade é muito próxima da velocidade da luz, e a energia de seu movimento é várias vezes maior do que a energia contida em sua massa quando elas estão em repouso” afirmou Adam Kellerman chefe de uma equipe de investigação associado no grupo Shprits, “A distinção entre o comportamento dos elétrons ultra-relativísticos e os de energia mais baixa foi fundamental para este estudo.”

A formação do terceiro anel de radiação

A equipe acredita que o misterioso anel foi criado quando as ondas de plasma encontraram os elétrons ultra-relativísticos no cinturão externo quase até a borda interna do cinturão externo. Os restos disso foram o que formou o terceiro anel. E depois da tempestade, uma bolha de plasma frio teria preservado a faixa recém-formada.

“Os cinturões de radiação de Van Allen já não podem ser considerados como uma massa consistente de elétrons. Eles se comportam de acordo com as suas energias e reagem de várias maneiras aos distúrbios no espaço”, disse Shprits.

“Este estudo mostra que populações completamente diferentes de partículas existem no espaço ao redor da Terra. E e que ocorrem mudanças em diferentes escalas de tempo, que são movidas por diferentes mecânicas e mostram diferentes estruturas espaciais “, completou ele.

A equipe usou um modelo de simulação para confirmar a descoberta , sincronizados com as previsões anteriores.

“Acredito que, com este estudo, nós descobrimos a ponta do iceberg “, disse Shprits . ” Nós ainda precisamos entender completamente como esses elétrons são acelerados, onde se originam e como a dinâmica das correntes é diferente para diferentes tempestades. “

Fonte

www.nasa.gov

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Escrito por Equipe de Redação Ciências e Tecnologia

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Elétrons ultra-rápidos explicam terceiro anel de radiação ao redor da Terra equipe da missão Van Allen acredita ter encontrado uma explicação para o anel