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Melhor imagem obtida do disco protoplanetário de Beta Pictoris

Astrônomos usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA para obter as fotografias mais detalhadas até a presente data, do gigantesco disco protoplanetário composto de gás e poeira, que rodeia a  jovem estrela Beta Pictoris.

A estrela Beta Pictoris, que possui apenas cerca de 20 milhões de anos de idade, ainda é a única estrela com um disco de detritos fotografada diretamente, esse disco conhecido como disco protoplanetário, geralmente é composto por 99% de gases e 1% de matéria em estado sólido, e são o princípio de formação de novos sistemas solares, a extensão do disco foi observada em imagens anteriores, em até 1835 unidades astronômicas da estrela. Além disso há planeta gigante em formação que orbita com Beta Pictoris.

Graças ao curto período orbital do sistema (algo entre 18 e 22 anos), os astrônomos, podem observar o movimento completo em um espaço de tempo relativamente pequeno e assim estudar melhor o disco protoplanetário e como o planeta massivo interage com ele causando uma distorção.

A nova imagem do Hubble de luz visível traça o disco mais próximo da estrela de cerca de 7 unidades astronômicas (o que se aproxima do comprimento da órbita de Saturno em relação ao Sol).

“Algumas das simulações feitas por computador previram que o disco interno teria uma uma estrutura complexa, devido à atração gravitacional provocada pelo planeta gigante. As imagens atuais que revelam melhor o disco interno confirmam essas estruturas previstas. Esta descoberta valida os modelos previstos, o que irá nos ajudar a identificar a presença de outros exoplanetas em outros discos protoplanetários”, afirma Daniel Apai, da Universidade do Arizona. O gigante planeta gasoso no sistema de Beta Pictoris já foi fotografado diretamente por luz infravermelha pelo European Southern Observatory’s Very Large Telescope, há seis anos.

A imagem de baixo é a mais detalhada até agora do disco que circunda Beta Pictoris, essa fotografia mais recente delimita o disco a 7 UA da estrela, já a imagem acima mostra o disco fotografado há 15 anos atrás em 1997. Comparando as duas imagens os pesquisadores afirmam que não houve grandes alterações na estrutura do disco, não obstante o fato dessa estrutura orbitar Beta Pictoris como um carrossel.

A imagem de baixo é a mais detalhada até agora do disco que circunda Beta Pictoris, essa fotografia mais recente delimita o disco a 7 UA da estrela, já a imagem acima mostra o disco fotografado há 15 anos atrás em 1997. Comparando as duas imagens os pesquisadores afirmam que não houve grandes alterações na estrutura do disco, não obstante o fato dessa estrutura orbitar Beta Pictoris como um carrossel.

Em meados de 1984, Beta Pictoris foi a primeira estrela onde se confirmou a existência de disco brilhante composto de poeira circum-estelar com espalhamento de luz e detritos. Desde então Beta Pictoris tem sido objeto de estudo intenso com o Hubble e outros telescópios terrestres. Observações espectroscópicas do Hubble, em 1991, encontraram evidências de cometas extrassolares na estrela.

Beta Pictoris é o melhor exemplo de um sistema planetário

O disco é facilmente observável, pois é inclinado e brilhante, devido a uma grande quantidade de poeira proveniente das estrelas que se espalham. Além do mais, Beta Pictoris é bem próxima da Terra (cerca de 63 anos-luz), sendo mais próxima do que a maioria dos outros sistemas com discos protoplanetários conhecidos.

Embora quase todos os discos protoplanetários tenham sido identificados graças ao Hubble, até a presente data, Beta Pictoris é o primeiro e melhor exemplo de um sistema planetário jovem, dizem os pesquisadores.

Uma coisa que os astrônomos têm aprendido recentemente sobre esses discos, é que a sua estrutura e quantidade de poeira é extremamente diversificada e pode ter relação com os locais e massas dos planetas nesses sistemas. “O disco Beta Pictoris é o protótipo para sistemas de detritos circum-estelares, mas pode não ser um bom arquétipo”, disse o co-autor  do estudo Glenn Schneider, da Universidade do Arizona.

Por um lado o disco Beta Pictoris é excepcionalmente cheia de poeira. Isto se deve a grandes colisões recentes entre corpos planetários e asteroides que não podem ser observados dentro do sistema. Em particular, um lóbulo brilhante de poeira e gás no lado sudoeste do disco pode ser o resultado da pulverização de um corpo do tamanho de Marte, numa colisão gigante.

Ambas as imagens de 1997 e 2012 foram tiradas em luz visível com o telescópio Hubble Space Imaging Spectrograph em seu modo de imagem conhecido como coronagraphic. Onde os blocos coronógrafos tem o brilho da estrela central, de modo que o disco pode ser visto.

Referencias

  1. Daniel Apai, Glenn Schneider, Carol A. Grady, Mark C. Wyatt, Anne-Marie Lagrange, Marc J. Kuchner, Christopher J. Stark, Stephen H. Lubow. The Inner Disk Structure, Disk-Planet Interactions, and Temporal Evolution in the Beta Pictoris System: A Two-Epoch HST/STIS Coronagraphic Study. Astrophysical Journal, 2015.
  2. Smith, B. A.; Terrile, R. J. (dezembro de 1984). “A circumstellar disk around Beta Pictoris”. Science 226: p. 1421-1424. DOI:10.1126/science.226.4681.1421. Bibcode: 1984Sci…226.1421S
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Escrito por Equipe de Redação Ciências e Tecnologia

Um comentário

  1. ?----[L.K.S]----?

    my when I grow up I will be one of the greatest astrophysicists already known in history, and your posts are helping me a lot in my research to this day! thank you and keep posting these wonders of space-time.

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Astrônomos usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA para obter as fotografias mais detalhadas até a presente data, do gigantesco disco protoplanetário co