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La Ninã 2016 – El Niño perde força e tende à neutralidade

Em janeiro, o El Niño ainda foi forte. Mas agora, não só está desaparecendo, mas há ainda uma chance de cerca de 75% de que seu oposto – o fenômeno La Niña – se desenvolva ainda no ultimo trimestre de 2016, de acordo com a última atualização mensal do Centro de Previsão do Clima dos EUA (NOAA).

Embora a temperatura das águas do pacífico ainda estejam elevadas a tendência de diminuição já é notada, o que indica um período de transição para a neutralidade e posteriormente a chance de transição para o fenômeno La Niña possivelmente ainda em 2016 culminando num fenômeno de maior força em 2017.

Gráfico da NOAA mostra a diminuição das anormalidade causada pelo El Niño em 2015-2016 indicando a neutralidade

Gráfico da NOAA mostra a diminuição das anormalidade causada pelo El Niño em 2015-2016 indicando a neutralidade

Consequências da La Niña no Brasil

Nos anos em que esse fenômeno se manifesta, as chuvas tendem a ser mais regulares no Nordeste, ao passo que menos frequentes na região sul (exatamente o contrário vem ocorrendo), não obstante secas severas podem comprometer as safras.

Gráfico de temperatura evidência as diferenças dos dois fenômenos opostos, as cor azul indica temperaturas mais frias e vermelho e amarelo temperaturas mais quentes com elevações que podem ultrapassar 4ºC no pacífico equatorial culminado em alterações nos ventos alísios e que facilitam a formação de bloqueios de alta pressão no interior do brasil e enchentes no sul.

Gráfico de temperatura evidencia as diferenças entre os dois fenômenos opostos, as cor azul indica temperaturas mais frias e vermelho e amarelo temperaturas mais quentes com elevações que podem ultrapassar 3ºC no pacífico equatorial culminado em alterações nos ventos alísios que facilitam a formação de bloqueios de alta pressão no interior do brasil e enchentes no sul.

Diferentemente do El Niño, onde se nota o aquecimento exagerado do oceano Pacífico equatorial, no caso da La Niña ocorre o resfriamento anômalo das águas nessa região, o que facilita o deslocamento de massas de ar polares pela América do Sul dentre muitas outras modificações do clima em outras partes do mundo. A Climatempo, aposta que o fenômeno estará presente no fim de 2016, fazendo com que este ano tenha dois fenômenos opostos (um no início e outro no fim). Em 2017, deve predominar a La Niña.

Referências

  1. http://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/analysis_monitoring/enso_advisory/ensodisc.html
  2. http://www.accuweather.com/en/weather-news/what-is-la-nina-us-impacts/56817440

 

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Escrito por Equipe de Redação Ciências e Tecnologia

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El Niño perde força e temperaturas no pacífico equatorial caminham para neutralidade aumentam as probabilidades de La Ninã em 2016 no início do verão