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Os dois lados da suposta potencial cura do Alzheimer

Na ultima semana houve grande alvoroço na mídia, sobre uma droga que, segundo os pesquisadores seria o “ponto de virada” na luta contra doenças degenerativas como o mal de Alzheimer e Parkinson.

Em testes com camundongos, a pesquisa mostrou que a morte das células cerebrais causada pela doença de príon pode ser prevenida.

O professor Roger Morris, do King College London, afirmou:

“Esta descoberta, eu suspeito, será julgada pela história como um ponto de virada na busca de medicamentos para controlar e prevenir a doença de Alzheimer.”

O pesquisador afirmou numa declaração à BBC, que, uma cura para a doença de Alzheimer não era iminente, mas:

“Estou muito animado, é a primeira prova de qualquer animal viva que você pode atrasar a neuro-degeneração – O mundo não vai mudar amanhã, mas este é um estudo de referência.”

Em testes feitos em camundongos, na Universidade de Leicester, no Reino Unido, mostraram que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto em humanos como em animais. A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade focou nos mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.

Os pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.

O estudo, divulgado no periódico científico Science Translational Medicine, demonstrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento morrendo num período de 12 semanas. Porém, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído.

Cautela na avaliação

Os dois lados da suposta potencial cura do AlzheimerEmbora muitos destaquem o estudo como a possível cura do mal de Alzheimer, alguns especialistas criticam alguns pontos.

Para começar, o estudo, relaciona-se com um outro transtorno: a doença de príon, uma doença neurodegenerativa rara, que conta com a doença de Creutzfeldt-Jakob ou ” doença da vaca louca” na sua família. Mas os cientistas também disseram que um medicamento resultante poderia tratar outras doenças neurodegenerativas como Parkinson e o Alzheimer.

Enquanto alguns fazem questão de sublinhar as semelhanças entre essas doenças cerebrais degenerativas, outros enfatizam a diferença.

” Os resultados do estudo pré-clínico em  camundongos da doença de príon são realmente muito impressionantes. No entanto , o medicamento utilizado pode ser muito específico para este tipo de doença , como os autores têm indicado ”

” Doença de Alzheimer e doença de Parkinson são condições muito diferentes, todos em conjunto. Eu não consigo ver muita sobreposição , portanto, qualquer alegação de que este tratamento será bem sucedido em outras doenças de príon induzidas em camundongos terão de ser comprovadas por meio de testes da droga em modelos de animais dessas doenças em primeiro lugar. “

Christian Holscher, professor de neurociência da Universidade de Lancaster.

Outro ponto importante ressaltado por especialista, é o desenvolvimento de uma droga que possa ser usada seguramente por seres humanos. A droga mostrou resultados apenas em ratos, e embora este seja o início de rotina para qualquer droga. Há um processo longo, e difícil de ensaios clínicos e de desenvolvimento.

“Temos visto uma série de medicamentos muito promissores falhar em testes clínicos “

 “Tenho certeza de que os autores tiveram a intenção de exagerar a importância de suas descobertas” – disse Holscher.

Referências, fontes, bibliografia.

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Escrito por Equipe de Redação Ciências e Tecnologia

Um comentário

  1. almir jose pontes

    ola, vcs nao colocaram o nome do remedio!

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Na ultima semana houve grande alvoroço na mídia sobre uma droga que, segundo os pesquisadores seria o "ponto de virada" na luta contra doenças degenerativas