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Satélite científico brasileiro confirma anomalia magnética no Atlântico Sul

Após o lançamento bem sucedido do primeiro satélite científico brasileiro, conhecido como NanosatC-Br1, lançado dia 19/06/2014 da base de Yasny – Rússia pelo foguete Dnepr, a estação de Santa Maria (RS) confirma informações teóricas sobre o campo magnético da Terra.

Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Universidade de Santa Maria (UFSM), com recursos da Agência Espacial Brasileira (AEB), o cubesat leva a bordo instrumentos para o estudo de distúrbios na magnetosfera, principalmente na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, e do setor brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico.

Os dados mostram valores da intensidade do campo magnético que condizem com os obtidos pelos modelos da Associação Internacional de Geomagnetismo e Aeronomia (IAGA, sigla em inglês).

Esses resultados comprovam a validade do uso de experimentos em pequenos satélites (cubesats) para a investigação de fenômenos eletrodinâmicos sobre a América do Sul.

“Já temos uma quantidade de dados razoáveis das cargas úteis e da plataforma. Muitos ensinamentos estão sendo extraídos por meio da operação do NanosatC-Br1, do seu comportamento e performance que serão utilizados em futuros satélites desta classe”, diz o pesquisador do Inpe, Otávio Durão.

Uma pré-análise das observações obtidas pelo magnetômetro XEN-1210, em operação com o NanosatC-Br1, mostra uma ótima correlação dos dados comparados com valores teóricos previstos para a intensidade do campo geomagnético para a mesma altitude de modelagem teórica.

Nelson Jorge Schuch, coordenador do Programa NanosatC-BR comemora os bons resultados obtidos “Com o NanosatC-Br1 pudemos confirmar a previsão dos valores teóricos da intensidade do Campo Magnético Total da Terra, conforme previsto pelo modelo International Geomagnetic Reference Field [IGRF] da Iaga e União Internacional de Geodésia e Geofísica (IUGG),” disse.

NanosatC-BR1 no interior de câmara vacuotérmica, durante testes realizados no INPE (Foto DivulgaçãoInpe)

NanosatC-BR1 no interior de câmara vacuotérmica, durante testes realizados no INPE (Foto DivulgaçãoInpe)

Satélite CBERS-4 no centro chinês

Satélite CBERS-4 no centro chinês

CBERS-4

Enquanto isso, o satélite CBERS-4 está pronto para ser lançado da base chinesa de Taiyuan. A previsão é que o lançamento ocorra no dia 7 de Dezembro.

O CBERS-4 é o quinto satélite do Programa CBERS. Já foram lançados com sucesso o CBERS-1 (1999), CBERS-2 (2003) e CBERS-2B (2007). Uma falha no lançador chinês impediu a colocação em órbita do CBERS-3, em dezembro de 2013.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho ressalta que o CBERS-4 deve ser o último satélite da cooperação sino-brasileira a ser lançado a partir de um centro chinês. O dirigente informou que os próximos equipamentos deverão ser colocados em órbita em missão a ser realizada no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. “Até lá deveremos ter a infraestrutura adequada totalmente pronta”.

A revisão de prontidão do satélite (SRR, sigla em inglês), necessária para a autorização do enchimento dos tanques de combustível do CBERS-4, foi concluída na última terça-feira (18) pelos especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (InpeI) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast).

“Os resultados dos testes elétricos realizados no satélite mostraram que não houve danos durante o seu transporte do centro espacial de Beijing para o centro técnico do TSLC [Taiyuan Satellite Launch Center]. As atividades de preparação final do satélite e a instalação do painel solar foram realizadas com sucesso”, explica Antônio Carlos de Oliveira Júnior, coordenador do segmento espacial do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite).

Após a operação de enchimento dos tanques, o satélite será instalado na coifa e transferido para a torre de lançamento. Será então acoplado ao foguete Longa Marcha-4 para a realização dos testes de pré-lançamento.

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Escrito por Equipe de Redação Ciências e Tecnologia

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O primeiro satélite científico brasileiro NanosatC-Br1 lançado em 19/06/2014 da base de Yasny confirma informações teóricas sobre o campo magnético da Terra