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Transplante de Cérebro em Macacos – Experiências Macabras

Sim é real, por mais estranho e escroto que pareça, isso realmente aconteceu, em meados da década de 70, o governo americano financiou um transplante de cérebro (e cabeça também), em macacos, como  uma resposta ao macabro feito do cirurgião soviético Vladimir Demikhov, que transplantou uma cabeça de filhote de cachorro em outro criando uma miniatura de cérberos. Os americanos levaram a guerra fria até para a mesa de cirurgia na tentativa de provar que até os seus cirurgiões eram melhores.

O Transplante de Cérebro Entre macacos

O feito foi realizado pelo famoso neurocirurgião americano Robert White que lecionava na Case Western Reserve University medical school, após inúmeras pesquisas em 14 de março de 1970, Robert e seus assistentes realizaram o primeiro transplante de cérebro da história. A cirurgia durou muitas horas e haviam até movimentos coreografados a serem executados para que obtivessem o sucesso.

Transplante de CerebroApós árduas horas de cirurgia, nas quais a cabeça de um macaco foi removida e transplantada em um corpo de outro macaco, quando o macaco acordou após a cirurgia e se viu em um novo corpo começou a seguir o cirurgião com o olhos, demonstrando raiva, pode perceber que ele não curtiu esse negócio de transplante de cérebro, não é?

Depois disso, feliz ou infelizmente o macaco faleceu devido às múltiplas complicações da cirurgia. É diferente do experimento soviético, o feito de Robert foi repudiado, opinião pública, amedrontada pelo  experimento, condenou veemente o feito de do neurocirurgião. Mas isso não impediu o doutor de continuar com seus estudos, chegando a sugerir a realização do mesmo experimento com cabeças de seres humanos que, pelo bem ou pelo mal, nunca chegou a acontecer.  Mas vendo o sucesso de sua empreitada White repetiu a experiência, conseguindo provar que suas cabeças de macacos conseguiriam sobreviver basicamente para sempre no corpo do novo hospedeiro. O procedimento envolveu a cauterização sistemática de artérias e veias para evitar hemorragias mas apresentava um pequeno problema: desde que os nervos fossem deixados intactos a operação era um sucesso, pois conectava o cérebro com o fornecimento de sangue do outro hospedeiro. Era uma pena que para se retirar uma cabeça de um corpo e se implantar em outro os nervos deviam ser cortados!

Desta maneira foi uma pena ele ter que “euctanaziar” todas suas cabeças de estimação, já que não encontrava serventia para um bando de cabeças de macacos presas em corpos hospedeiros completamente paralisados do pescoço para abaixo. É isso mesmo que você leu: devido ao corte na medula espinhal todos os corpos de receptores ficaram paralisados com cabeças vivas presas a eles. Embora não pudessem controlar seus novos corpos, os animais continuavam com seus sentidos intactos, podia cheirar, sentir gosto, ouvir e ver o mundo ao seu redor. O cirurgião faleceu em setembro de 2010, pondo fim ao legado de transplante de cerebros.

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Escrito por Equipe de Redação Ciências e Tecnologia

Um comentário

  1. Friday, 6 April, 2001, 10:59 GMT 11:59 UK
    Frankenstein fears after head transplant
    A new brain could be available in the future
    A new brain could be available in the future
    A controversial operation to transplant the whole head of a monkey onto a different body has proved a partial success.
    The scientist behind it wants to do the same thing to humans, but other members of the scientific community have condemned the experiments as “grotesque”.

    Professor Robert White, from Cleveland Ohio, transplanted a whole monkey’s head onto another monkey’s body, and the animal survived for some time after the operation.

    The professor told the BBC’s Today programme how he believes the operation is the next step in the transplant world.

    And he raised the possibility that it could be used to treat people paralysed and unable to use their limbs, and whose bodies, rather than their brains, were diseased.

    This is medical technology run completely mad

    Professor Stephen Rose,
    Open University
    “People are dying today who, if they had body transplants, in the spinal injury community would remain alive.”

    He said that in the experiment, his team had been able to: “transplant the brain as a separate organ into an intact animal and maintain it in a viable, or living situation for many days.”

    He added: “We’ve been able to retain the brain in the skull, and in the head.”

    That, he said meant the monkey was conscious, and that it could see, hear, taste and smell because the nerves were left intact in the head.

    He admitted that it could appear “grotesque”, but said there had been ethical considerations throughout the history of organ transplants.

    “At each stage – kidney, heart, liver and so forth – ethical considerations have been considered, especially with the heart, which was a major, major problem for many people and scientists.

    “And the brain, because of its uniqueness poses a major, major ethical issue as far as the public and even the profession is concerned.”

    ‘Scientifically misleading’

    The arguments against head and brain transplants were outlined by Dr Stephen Rose, director of brain and behavioural research at the Open University.

    He said: “This is medical technology run completely mad and out of all proportion to what’s needed.

    “It’s entirely misleading to suggest that a head transplant or a brain transplant is actually really still connected in anything except in terms of blood stream to the body to which it has been transplanted.

    “It’s not controlling or relating to that body in any other sort of way.”

    He added: “It’s scientifically misleading, technically irrelevant and scientifically irrelevant, and apart from anything else a grotesque breach of any ethical consideration.”

    “It’s a mystification to call it either a head transplant or a brain transplant.

    “All you’re doing is keeping a severed head alive in terms of the circulation from another animal. It’s not connected in any nervous sense.”

    The issue of who someone who had received a head transplant would “be” is extremely complicated, said Professor Rose.

    “Your person is largely embodied but not entirely in your brain”.

    He added: “I cannot see any medical grounds for doing this. I cannot see that scientifically you would actually be able to regenerate the nerves which could produce that sort of control.

    “And I think that the experiments are the sort that are wholly unethical and inappropriate for any possible reason.”

    He added that the way to help the quadriplegic community was to work on research to help spinal nerves regenerate.

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Em 1970 Robert White e seus assistentes realizaram o primeiro transplante de cerebro da história, onde a cabeça de um macaco foi colocada em outro corpo